Exposição por ocasião da Bienal da Paz Desdobrando Ambiguidades Urbanas: Prédio do Livro, Luanda

Desdobrando ambiguidades urbanas © Raul Betti

Qua, 24.11.2021 -
Ter, 21.12.2021

8 em Ponto

Como contribuição do Goethe-Institut Angola para a Bienal de Luanda, estamos a apoiar a estreia nacional do projecto Desdobrando Ambiguidades Urbanas que foi apresentado como a contribuição angolana na Bienal de Arquitectura de Veneza deste ano.

O projecto, desenvolvido por Paula Nascimento, Jaime Mesquita e Iris B. Chocolate, centra-se num local comum da cidade – é uma passagem intersticial entre dois bairros históricos: por um lado, a zona residencial colonial planeada (Miramar) e, por outro, o que em tempos foi considerado um espaço “indígena” que cresceu organicamente com as sentamentos informais (Sambizanga).

Marcando a distinção entre estes dois, um edifício emblemático, o Prédio do Livro, construído nos anos 70 e um dos muitos testemunhos da arquitectura moderna do movimento na cidade.

Prédio do Livro é uma fronteira dentro da cidade. Como é que Sambizanga e Miramar se relacionariam um com o outro? Como mediar entre estas zonas díspares e o espaço intermédio que é revelado, activado e actuado?

Os artistas imaginam que o desaparecimento do Prédio do Livro seja um acontecimento natural no contexto da evolução da cidade. Em vez de uma linha divisória, imaginam a fronteira como um espaço alargado, de ligação e relacional. Revelar a fronteira levanta o desafio de compreender como este novo limiar se relaciona com as características de qualquer um dos seus espaços vizinhos.

Este projecto foi concebido para e está actualmente exibido na 17th International Architecture Exhibition – La Biennale di Venezia 2021. Devido à falta de financiamento apenas a parte inferior do projecto inicial será exibida em Veneza.

A parte superior – uma instalação poética que remete as hi(e)stórias e memórias do Prédio do Livro – é, com o apoio do Goethe-Institut Angola, agora exibida durante a Bienal de Luanda. Através do tempo e do espaço, em duas Bienais, em dois continentes, a proposta inicial ganha vida.

Horário

Terça à Sexta das 12 às 18 horas, Sábados, Domingos e Feriados das 10 às 16 horas.

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